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i de impulso

CONHEÇA A
Luciana

O piso salarial do Paraná estava afetando a competitividade da empresa de Luciana. Mas, com a articulação da Fiep, ela garantiu a adequação do reajuste

Proprietária da Be Little, uma pequena empresa que produz moda bebê e infantil, Luciana Bechara vinha sentindo nos últimos anos o impacto do salário mínimo regional do Estado na competitividade da sua empresa.

Por seguidas decisões políticas, o piso salarial do Paraná tornou-se o mais alto do Brasil. A cada ano, eram aplicados altos índices de reajuste, muito superiores à inflação e que não acompanhavam os ganhos de produtividade das empresas. Em 2012, por exemplo, o aumento foi de 10,32%. No ano seguinte, ainda maior: 12,69%. As aplicações desses índices exerciam forte pressão sobre as negociações salariais entre indústrias e trabalhadores.

“Essa situação gerava muita dificuldade nas conversas com os sindicatos laborais, porque eles partiam sempre do reajuste do mínimo como base para as negociações. Mas como os índices eram sempre muito acima da inflação, fora da realidade das indústrias, ficava difícil atender”, conta Luciana. “Isso gerava certa insatisfação nos trabalhadores e prejudicava o clima nas empresas”, acrescenta.

Quer saber qual foi o papel da Fiep na reversão desse cenário? A gente já conta. Antes, vamos conhecer outra pessoa que teve o impulso do Sistema Fiep: o empresário Euclésio.

CONHEÇA O
Euclésio

Empresário da área de construção civil, ele conta como o associativismo contribuiu para o fortalecimento da sua empresa e o desenvolvimento do seu setor

A construtora Braengel é um exemplo de longevidade. A empresa existe há 29 anos, com o mesmo CNPJ e o mesmo proprietário: o industrial Euclésio Manoel Finatti. Neste longo período, Euclésio levantou 18 edifícios à beira mar no litoral do Paraná.

Mas qual seria o segredo para manter a Braengel sustentável e ativa durante tanto tempo? Quem dá a resposta é o próprio Euclésio.

Foi assim com a instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em 2010, por exemplo. Mas antes de contar essa história, vamos falar um pouquinho sobre as iniciativas da Fiep em outra área de grande importância para a economia: a infraestrutura.

“Atualmente, cerca de 85% das empresas construtoras no Brasil são de médio ou pequeno porte. Por sua natureza, são mais vulneráveis às mudanças econômicas do país e não conseguem ter atitude de inovação em 100% do tempo. É só por meio da união que conseguimos ter forças para encarar as exigências da legislação brasileira e manter nossos negócios saudáveis.

Infraestrutura
no Paraná

Clique sobre as figuras e conheça as iniciativas da Fiep
relacionadas a infraestrutura no Paraná desde 2012.

A Fiep passa a participar, além das reuniões mensais do Conselho de Autoridade Portuária em Paranaguá, do Conselho de Administração da APPA, ocupando uma das suas cinco cadeiras e participando de ações como as obras de dragagens de manutenção do Canal da Galheta, que regularizaram o acesso de navios.

Também atuou junto aos órgãos de controle como o CADE, para que a fusão entre as empresas operadoras ferroviárias ALL e RUMO fosse feita mediante condicionantes de investimentos da malha sul da ALL, especialmente em obras de modernização do trecho ferroviário entre Maringá – Apucarana - Ponta Grossa – Paranaguá.

Junto à SAC – Secretaria de Aviação Civil, a Fiep interage para acompanhar o Programa de Investimentos na aviação regional que trará voos regulares comerciais e melhorias em aeroportos regionais de diversas cidades e regiões, hoje não atendidas pela aviação comercial.

Com o atingimento do limite da capacidade de transporte de Gás Natural pelo gasoduto Brasil – Bolívia e com a proximidade do encerramento e futura renovação deste contrato de fornecimento junto ao nosso país vizinho, a Bolívia (em 2019), a Fiep em conjunto com as outras duas Federações das Indústrias do Sul do País (FIESC e FIERGS), assim como em conjunto com as três Cias Distribuidoras de Gás Natural da Região Sul (Compagás, SCGás e SulGás), contrataram um grande estudo de oferta e demanda de Gás Natural para a região, apresentado ao Ministério de Minas e Energia, para que novas alternativas de oferta e transporte de gás fossem planejados e executados.

A Fiep participa de estudos para a melhor utilização de nossos corredores hidroviários, especialmente o corredor Tiete-Paraná, com um possível transbordo de grãos das barcaças para o modal ferroviário nas regiões Oeste e Noroeste do Estado do Paraná, com a interligação aos portos do litoral paranaense.

A necessidade de projetos executivos de qualidade para a atração de fundos de financiamento de obras, bem como uma maior segurança jurídica e de análise de investimentos, faz com que a Fiep mantenha contatos com a SEIL, o BRDE, o BID – Banco Interamericano de Investimentos, e a Fomento Paraná, para a formação de um aporte inicial para o banco de projetos, que facilitará as licitações e permitirá a reserva de recursos suficientes para projetos futuros.

Semana da
Indústria

As dificuldades enfrentadas pela confecção Be Little, da empresária Luciana, também eram sentidas por outras empresas do setor do vestuário e pela grande maioria dos segmentos industriais paranaenses. Tanto que, em 2014, quando a Fiep realizou, durante a Semana da Indústria, uma série de reuniões regionais para levantar as principais demandas da indústria do Estado, esse tema apareceu como um dos que mais preocupava os empresários.

Interiorização

Desde 2012, a Fiep vem descentralizando as atividades em comemoração pelo Dia da Indústria. Em 2014, pela primeira vez em seus 70 anos de história, a Fiep levou ao interior do Estado a entrega das condecorações que concede anualmente a empresários que se destacam por sua contribuição para a indústria paranaense.


Confira a galeria abaixo

Revertendo o
Desperdício

Todos os dias, são geradas 240 mil toneladas de lixo no Brasil. Deste total, apenas 2% são reciclados. Quer mais um número impressionante? O não aproveitamento do lixo gera um desperdício de R$ 10 bilhões por ano no país.

A lei nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2010, veio para mudar esse cenário. Indústrias de diversos segmentos, incluindo aí a empresa do Euclésio, tiveram que se organizar para estruturar sistemas de coleta e reciclagem e, assim, viabilizar a logística reversa.

 Em 10 de dezembro de 2012, o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, e o governador Beto Richa assinaram termos que marcaram o início do processo de implantação da logística reversa na indústria do Estado.

Com a coordenação da Fiep e o apoio técnico do Senai, sindicatos de sete setores industriais trabalharam em conjunto no final daquele ano para desenvolver planos de logística reversa, incluindo ações de curto, médio e longo prazo a serem implementadas a partir de 2015. Os documentos foram entregues à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema).  

Quer saber como foram os resultados? A gente já conta pra você. Antes, vamos concluir a história da Luciana e saber um pouco mais sobre um importante evento realizado em 2013: o Fórum Transparência e Competitividade.

A logística reversa prevê que produtos possam seguir o caminho inverso após seu consumo, podendo ser reaproveitados em novos processos produtivos.

os Setores indústriais:
• Construção Civil
• Minerais não Metálicos
• Metalmecânico
• Reparação de Veículos
• Alimentos de Origem Vegetal
• Madeira e Móveis
• Prestação de Serviços

Fórum Transparência
e competitividade

O Fórum Transparência e Competitividade foi realizado em novembro de 2013 com o objetivo de discutir o papel das empresas na prevenção e combate à corrupção. Com o tema “A corrupção não pode passar em branco”, o evento reuniu cerca de 800 pessoas, entre líderes sindicais, jornalistas, empresários, representantes de entidades nacionais e internacionais que atuam no combate à corrupção, e de órgãos públicos de fiscalização e controle.

Representatividade
da Indústria

No documento “Propostas para Competitividade da Indústria Paranaense – Recomendações para Política Industrial”, elaborado com base nos resultados dos encontros regionais realizados durante a Semana da Indústria, o primeiro item citado no capítulo sobre Relações do Trabalho é a necessidade de adequação do reajuste do salário mínimo regional à realidade do Paraná.

Pouco antes do lançamento da publicação, no entanto, a Fiep, em parceria com outras entidades do setor produtivo, já havia dado um passo importante para que essa demanda saísse do papel. Através da articulação junto ao governo do Estado, conseguiu-se equilibrar a relação de forças dentro da comissão tripartite que estabelece o reajuste do mínimo.

“A atuação da Fiep com certeza fez diferença para as empresas. Pela primeira vez em anos não sentimos uma pressão tão grande para negociar e isso aliviou nossa relação com os trabalhadores”, diz Luciana Bechara. “Também recuperamos, ao menos em parte, nosso poder de competição com indústrias de outros estados que têm pisos salariais menores do que o nosso”, completa.

O documento foi construído durante a Semana da Indústria de 2014, em encontros regionais com a participação de lideranças do setor produtivo de todo o Estado. A publicação, que aponta as ações consideradas essenciais para o segmento, divididas em 12 eixos, foi entregue aos candidatos que concorreram a cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições de 2014.


Confira o documento

Trabalho em
Conjunto

Os resultados dos planos de logística reversa da indústria paranaense não poderiam ser mais positivos. Além de terem sido os primeiros do Brasil, eles já servem de exemplo para outros Estados. Atualmente, além do Paraná, somente São Paulo e Minas Gerais possuem trabalhos na área.

“Agora, precisamos fazer essa roda girar. Para construir uma obra, por exemplo, são necessários aproximadamente três mil produtos. Todos estes fabricantes precisam estar envolvidos nesse processo”, destaca Euclésio.

Em março deste ano, representantes dos sindicatos da Construção Civil - e também do setor de Alimentos de Origem Vegetal - cumpriram a primeira etapa de seus planos de logística reversa, e reuniram seus comitês gestores para definir estratégias e metas específicas para seus planos. 

Os projetos também surpreenderam positivamente o próprio Governo. “Fiquei impressionado com essa extensa agenda de logística reversa no Paraná”, afirma o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ricardo Soavinski. “Estamos abertos para o trabalho em conjunto, que certamente será intenso e muito integrado”. 

E quanto ao futuro? Atualmente, há 18 termos de compromisso de logística reversa assinados com a Sema. “Estamos contribuindo para termos uma indústria mais eficiente, desenvolvida e mais sustentável”, finaliza Euclésio.

Terceirização
NO BRASIL

Além de todas as iniciativas em defesa do empresariado paranaense vistas acima, a Fiep também esteve totalmente engajada no apoio ao Projeto de Lei 4330/04, que regulamenta a contratação de serviços terceirizados no Brasil. Participou de almoço com os deputados, reuniões na Câmara e sessões da Comissão para garantir a defesa de interesses do setor.

A Fiep também esteve presente na audiência pública organizada na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná para defender o posicionamento do setor industrial, sendo o único representante do setor produtivo que teve palavra e se pronunciou a favor da aprovação da regulamentação da terceirização.

E é assim que o Sistema Fiep
DEFENDE OS INTERESSES DA INDÚSTRIA NO PARANÁ

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